São Paulo, o estado com mais eleitores do país, definiu neste domingo (4/10) seus dois novos senadores — e o resultado consolida uma guinada à direita na bancada paulista no Congresso. Guilherme Derrite (PP) venceu com 30,59% dos votos válidos (13.273.880 votos), seguido por André do Prado (PL), com 29,28% (12.703.089 votos). Ambos já estão com a situação "Eleito" confirmada.
Ficaram de fora Simone Tebet (PSB), com 19,23% (8.342.968 votos), e Marina Silva (REDE), com 18,12% (7.862.400 votos) — duas figuras historicamente associadas a posições mais centristas ou à esquerda do espectro político, que não conseguiram transformar reconhecimento nacional em votos suficientes para uma vaga no Senado pelo estado.
O que isso significa para o Congresso que toma posse em 2027
O resultado paulista se soma a um padrão observado em todo o país neste domingo: candidatos apoiados por Flávio Bolsonaro (PL) conquistaram 30 das 54 vagas em disputa no Senado, e o PL foi o partido que mais elegeu governadores no primeiro turno. Com mais dois nomes de direita (PP e PL) assumindo cadeiras pelo maior colégio eleitoral do país, a tendência de um Senado mais à direita — já mapeada em levantamento da Folha mostrando ao menos 51 congressistas favoráveis ao impeachment de ministros do STF, três votos abaixo do mínimo necessário — ganha ainda mais força numérica.
Vale o cuidado de não superinterpretar: o levantamento da Folha fala em pressão institucional sobre o STF de forma ampla, não em um alvo nominal específico entre os ministros da Corte. O que o resultado de São Paulo confirma, de forma concreta, é a direção geral da nova composição — não qual ministro, especificamente, pode vir a ser mais pressionado por ela.
Com informações de: TSE / Resultados oficiais.
