Um levantamento na Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) encontrou um padrão que chama atenção: nos últimos dez dias de setembro, cinco deputados de partidos diferentes registraram despesas que ficaram quase todas coladas na casa dos R$ 10 mil — o teto comum por item de despesa na cota. Veja os valores: - Sargento Portugal (PODE-RJ): R$ 10.000,00 — locação de veículos - Julio Cesar Ribeiro (REPUBLICANOS-DF): R$ 9.950,00 — locação de veículos - Adilson Barroso (PL-SP): R$ 9.948,50 — locação de veículos - Marcelo Nilo (REPUBLICANOS-BA): R$ 9.900,00 — locação de veículos - Alexandre Leite (UNIÃO-SP): R$ 10.000,00 — manutenção de escritório de apoio Quatro das cinco despesas são para locação ou fretamento de veículos automotores — cada uma com uma empresa fornecedora diferente (SERV-RIO, EFICAR, TMT Serviços e Suprema Mobilidade), o que descarta coincidência de prestador de serviço. Isoladamente, cada gasto está dentro da lei: a CEAP permite o uso da verba para esse tipo de despesa, e não há irregularidade documentada em nenhum dos cinco casos. O que salta aos olhos é a proximidade sistemática com o teto — um padrão que, em si, não prova nada, mas levanta a pergunta que qualquer cidadão que já fechou orçamento sabe fazer: por que o valor gasto quase nunca fica muito abaixo do limite? Fica o registro para acompanhamento: se esse padrão se repetir nos próximos meses, pode valer um olhar mais aprofundado sobre como cada parlamentar define o valor exato das suas despesas de locação.